Para quem gosta de história e economia, o texto abaixo compara a crise de 1929 com a crise atual.
O quadro que estava mais nebuloso esta mais claro agora. E melhor também, no sentindo de que o quadro mais sombrio que havia na virada do ano, não existe tão sobriamente. Temos que ficar em alerta/cauteloso porque é uma crise grave e especial, não é uma simples crise que nós estamos passando, “nós” no sentido de mundo, e por não ser uma crise qualquer sempre há a possibilidade de recaida, não é uma gripe qualquer, ela é grave e pode voltar, digamos assim.
Um exemplo é a crise de 1929, fazendo uma analogia, onde teve três recaídas, ou seja, melhorou, voltou, melhorou. No início do século XX, os Estados Unidos viviam o seu período de prosperidade e de pleno desenvolvimento, até que a partir de 1925, apesar de toda a euforia, a economia norte-americana começou a passar por sérias dificuldades. Podemos identificar dois motivos que acarretaram a crise de 1929:
- O aumento da produção não acompanhou o aumento dos salários. Além de a mecanização ter gerado muito desemprego.
- A recuperação dos países europeus, logo após a 1ª Guerra Mundial. Esses eram potenciais compradores dos Estados Unidos, porém reduziram isso drasticamente devido à recuperação de suas econômicas.
Diante da contínua produção, gerada pela euforia norte-americana, e a falta de consumidores, houve uma crise de superprodução. Os agricultores, para armazenar os cereais, pegavam empréstimos, e logo após, perdiam suas terras. As indústrias foram forçadas a diminuir a sua produção e demitir funcionários, agravando mais ainda a crise.
A crise naturalmente chegou ao mercado de ações. Os preços dos papéis na Bolsa de Nova York, um dos maiores centros capitalistas da época, despencaram, ocasionando o crash (quebra). Com isso, milhares de bancos, indústrias e empresas rurais foram à falência e pelo menos 12 milhões de norte-americanos perderam o emprego.
Abalados pela crise, os Estados Unidos reduziram a compra de produtos estrangeiros e suspenderam os empréstimos a outros países, ocasionando uma crise mundial. Um exemplo disso é o Brasil, que tinha os Estados Unidos como principal comprador de café. Com a crise, o preço do café despencou e houve uma superprodução, gerando milhares de desempregados no Brasil.
Para solucionar a crise, o eleito presidente Franklin Roosevelt, propôs mudar a política de intervenção americana. Se antes, o Estado não interferia na economia, deixando tudo agir conforme o mercado, agora passaria a intervir fortemente. O resultado disso foi a criação de grandes obras de infra-estrutura, salário desemprego e assistência aos trabalhadores, concessão de empréstimos, etc. Com isso, os Estados Unidos conseguiram retomar seu crescimento econômico, de forma gradual, tentando esquecer a crise que abalou o mundo.
Tomamos essa crise como exemplo, ela é que nos dá expectativa e esperança; conhecemos a natureza e sabemos que ela foi grave, a sua intensidade não foi tanto, e a duração também foi pouco, assim, comparando com a crise de hoje, esperamos com otimismo que essa crise seja como a outra, passageira e à curto prazo.
O que falta para os americanos aprenderem, já tiveram uma lição de casa. Foram salvos graças à intervenção do governo e com a ajuda de economista que na época contribuíram significantemente com medidas para acabar com a crise. Os americanos como gananciosos, gerou/ocasionou essa crise novamente. Agora vão ter que conter a euforia consumista, eu acredito que dificilmente o consumo exagerado dos americanos volte a ser como era antes, isso pode demorar até décadas.
Será que Barack Obama conseguirá criar medidas governamentais satisfatória, como as do antigo presidente, Franklin Roosevelt?, é o que o Brasil e o mundo aguardam. O mundo depende dos Estados Unidos. Sendo o único país com potencial e capaz de levar a economia. Pois então, rezemos com otimismo para o levantamento da econômica americana. Esperando números positivos.
Temos a idéia de que o sistema capitalista é pelo menos ou por enquanto, o nosso único e melhor sistema para viver, enquanto não vier outra ideologia, vamos continuar “tocando” esse barco, tomando cuidado com os icebergs e com as ondas. (inflação, crise). Há de se levar em conta, que antigamente era muitíssimo pior, melhoramos bastante, e caminhamos para chegar o momento onde essas externalidade acabem, muito difícil, praticamente uma utopia.
Costumamos com esse sistema de vida, onde consumir é uma das melhores coisas, envolvendo o nosso social, o psicológico e a auto-estima, por mais desapegado por bens materiais que sejamos, necessitamos deles para sobreviver e adoramos coisas novas. Nem adianta tentar voltar como era antes – “comer aquilo que plantar e dividir as terras para todos”. Se voltarmos, muitos morreram de fome por não saber mais plantar, afinal, nos tornamos dependente da tecnologia.
A igualdade de propriedade gera muitas mortes também, pois, não há a preocupação de investimento nas terras, sendo que, a que eu tenho é a mesma do vizinho, ou seja, não existe progresso e desenvolvimento com a divisão de propriedade. Extingue a concorrência de busca de melhoria e aperfeiçoamento. Não gera o ciclo econômico e conseqüentemente a não evolução-humana.
Assim é a vida, ou melhor, o sistema capitalista, um ciclo, temos que girar junto a ele, mesmo não querendo ele nos obriga o rodar.
J.Pawek
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